Quatro Maracanãs queimados em incêndio na Zona Sul
Esse foi o estrago causado pelas chamas que atingiram área verde da
Rio - O incêndio provocado por um balão junino que levou pânico aos moradores da Zona Sul, principalmente, dos bairros da Lagoa e de Copacabana, da noite de sábado e até a metade do dia de ontem, atingiu uma área igual a quatro Maracanãs. Algumas pessoas chegaram a deixar suas casas. Para apagar as chamadas, mais de 50 mil litros d’água tiveram que ser lançados sobre a área por dois helicópteros dos bombeiros.
Em visita ao Parque da Catacumba, próximo ao local onde os bombeiros tentavam apagar o fogo, Paes criticou os baloeiros e pediu para que a população os denuncie. “Isso é crime. É uma brincadeira sem graça que coloca em risco a vida das pessoas e ainda devasta a mata”, disse o prefeito.
Ele anunciou que vai recorrer a um plano emergencial para o reflorestamento da região atingida. De acordo com o
prefeito, uma empresa será contrata para executar o serviço.
O prefeito informou ainda que os locais mais atingidos pelas chamas foram os Morro dos Cabritos, a Ladeira do Sacopã e o Corte do Cantagalo. “São áreas de capim e mato. Ou seja, mais fáceis de propagar o fogo”, lembrou o secretário de Conservação Pública, Carlo Osório, que também esteve no parque. De acordo com ele, uma vistoria foi feita e o Parque da Catacumba funcionou normalmente ontem.
A presidente da Comlurb, Angela Fonti, também moradora de uma cobertura no Corte de Cantagalo, conta que foi uma noite de terror. “Vi o fogo e as labaredas. Na hora passei um e-mail para o prefeito. Ficamos trocando e-mails. A Lagoa estava coberta de fuligem. Não se enxergava nada. Os helicópteros começaram a jogar água por volta das 6h da manhã”, contou. Ela informou que a equipe da companhia foi reforçada, com mais 20 garis, por conta do incêndio, além de duas varredoras mecânicas e um carro pipa, que trabalharam na para limpar a fuligem na Rua Tonelero, em Copacabana.
A dona-de-casa, Cristina Roque, 57 anos, disse que levou um susto quando viu as chamas bem perto de sua casa, em uma vila na Rua Cinco de Julho. “Corri para separar os documentos e fiz uma mala de roupa, com o mínimo possível para não passar aperto.
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