
Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoada com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico.
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
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O lixo encontrado nos oceanos representa uma grande ameaça para os animais. Eles podem se enrolar, se enroscar ou ficar presos em restos de linha de pesca ou de pipa, em plástico e em outros materiais. Se isso não causar a sua morte de imediato, pode deixá-los fragilizados. “Uma ave que vem em vôo e, ao mergulhar, se choca com algum tipo de lixo, por exemplo, pode quebrar uma asa. E, se isso acontecer, ela não tem como sobreviver por muito tempo”, explica Salvatore Siciliano.

Para você ter uma idéia, em 2007, no Dia Mundial de Limpeza de Praias, Rios e Lagoas, 81 aves, 63 peixes, 49 caranguejos e lagostas, 30 mamíferos, 11 répteis e um anfíbio foram encontrados enroscados em linhas de pesca, sacolas plásticas e cordas, entre outros materiais.
Lixo que se confunde com comida
Animais como aves, tartarugas e peixes também podem ingerir o lixo por acidente, ao confundi-lo com comida. “É muito comum encontrar plástico no estômago de pingüins, por exemplo,”, conta Salvatore Siciliano. O organismo desses bichos, porém, não é capaz de digerir o plástico – aliás, nem o nosso. Por conta disso, se a ingestão não causar a morte de imediato, com certeza o enfraquecerá. Afinal, imagine o que é ter um pedaço de plástico no estômago!

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