Google lança plataforma on-line para monitorar desmatamento.

O Google usou a Conferência Climática da ONU, em Cancun, para apresentar uma plataforma on-line que pode ser um impulso vital para qualquer mecanismo global para deter o desmatamento. O Google Earth Engine disponibilizará 25 anos de dados de satélite para os cientistas e formuladores de políticas para projetos de monitoramento e pesquisa.
O programa é uma plataforma de monitoramento do meio ambiente que disponibiliza um modelo dinâmico e digital do nosso planeta e é atualizado diariamente. Ele armazena petabytes de dados de satélite e permite às ferramentas de alto desempenho analisar e interpretar as informações que posteriormente poderão ser visualizadas em um mapa, que vão desde mudanças na floresta Amazônica até os recursos hídricos no Congo.
Primeiro, a ferramenta será aplicada ao trabalho de detecção de desmatamento e mudanças de mapeamento de uso do solo. O Google diz que já começou a ajudar cientistas e governos a desenvolverem aplicações de monitoramento de desmatamento.
Os negociadores da Conferência de Cancun estavam considerando nesta reunião um acordo conhecido como REDD + para reduzir emissões de desmatamento e degradação florestal, bem como aumentar os estoques de carbono florestal.
O serviço do Google pode auxiliar a resolver questões substanciais em torno do monitoramento, relato e verificação (MRV) dos estoques de carbono nas florestas, ou assegurar que os esforços para reduzir o desmatamento sejam medidos de forma transparente em toda a vasta extensão de área florestal em países em desenvolvimento.
O Google disponibilizará milhares de imagens de satélite através de centros de dados compartilhados em todo o mundo. A multinacional americana também irá liberar dez milhões de horas de acesso (computador) à plataforma Earth Engine para países em desenvolvimento, porém deverá cobrar por outros serviços.
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